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23 de agosto de 2013

Análise: Novos cenários para 2014 com possível candidatura de Cássio

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT), observou, em entrevista, que a possível candidatura do senador Cássio Cunha Lima a governador, aberta com o reposicionamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre prazos de inelegibilidade, ‘muda’ todo o cenário para 2014.
Não precisa ser analista ou dispor de muita noção de política para se chegar a essa óbvia conclusão. A questão que se apressa é saber quais os possíveis cenários que se pode vislumbrar faltando ainda 10 meses para o prazo a realização das convenções para escolha de chapas.

Cenário 1

O primeiro cenário que se apresenta é o da apresentação de mais uma candidatura, justamente a do senador Cássio Cunha Lima. A Paraíba teria, assim, a candidatura do governador Ricardo Coutinho (PSB) à reeleição, a candidatura do ex-prefeito Veneziano Vital do Rego (PMDB), a de Cássio, a postulação do bloco PT/PSC/PP e outros de menor porte.

Neste caso, a definição ficaria para o segundo turno e aberta, já que impossível até de se conjecturar, no momento, quem passaria para a segunda etapa do pleito.

Cenário 2

Alguns adversários mais radicais do governador Ricardo Coutinho imaginam a possibilidade de uma ampla aliança em torno da candidatura do senador Cássio Cunha Lima para se liquidar a disputa já no primeiro turno. É na perspectiva deste cenário que se inscreve o pronunciamento do deputado Vituriano de Abreu (PSC), que quase sempre criticou a família Cunha Lima, na Assembleia.
Já existe, inclusive, quem cogita da formação da chapa Cássio para governador, o ex-prefeito Luciano Agra para a vice e o ex-prefeito Veneziano Vital do Rego para o Senado.
Trata-se de um cenário à primeira vista improvável, mas, como diversos grupos e lideranças revelam pressa de ocupar espaços e cargos no governo, não se pode tirá-lo de cogitação.

Cenário 3

Outro cenário possível para a disputa seria a formação de um quadro de candidaturas sem a presença do governador Ricardo Coutinho, que pode decidir pela permanência no governo até o fim do atual mandato.
Neste caso, a Paraíba teria uma disputa polarizada entre Cássio e Veneziano. Não é um cenário improvável.

Cenário 4

Cogita-se ainda um cenário no qual o governador Ricardo Coutinho participaria da disputa numa aliança com o PMDB e outros partidos de oposição, quiçá até o PT.
Neste caso, abrem-se duas possibilidades de candidaturas a governador – a do próprio Ricardo à reeleição ou a de Veneziano Vital do Rego, com o socialista disputando o Senado.
Parece complicado, mas também não é cenário político para se jogar fora.

Cenário 5

Outra cogitação possível é que Cássio e Ricardo mantenham a aliança política firmada em 2010, só que agora com a inversão de candidaturas – o tucano como candidato a governador e o socialista como candidato a senador.
Trata-se de um cenário que não se deve olvidar. Há chances.

Cenário 6

Imagine-se ainda um cenário no qual, por cima, o governador Eduardo Campos retira sua candidatura à presidência, decide apoiar a reeleição de Dilma, mas exige o apoio do PT em alguns Estados, entre eles a Paraíba.
Vislumbra-se, deste modo, um cenário no qual se apresentariam três candidaturas mais ou menos do mesmo tope – a de Ricardo, com apoio do PT e aliados, a de Cássio e a de Veneziano.

Cenário velho

Lógico que existe ainda a possibilidade de que senador Cássio Cunha Lima cultive planos de se projetar no cenário nacional e não queira vir ser candidato a governador. Nesta hipótese, o cenário mais provável é o de que ele mantenha a aliança com o governador Ricardo Coutinho, apoiando seu projeto de reeleição.
Apesar das apostas em contrário, trata-se de cenário que não se pode descartar.  

Cenário ruim

O lamentável nisso tudo é que, seja qual for o cenário que vingue para disputa de 2014, o Estado da Paraíba parece apenas um detalhe para os prováveis candidatos e seus apoiadores. Não se discute projetos, mas apenas alianças para se tentar ganhar as eleições. A maioria dos grupos políticos parece apenas interessada em ocupar o Palácio da Redenção. Nada mais.

Josival Pereira

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